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Qual o nome que se dá pra arte de fazer um piloto tão eficiente como esse? Todas as caixinhas foram devidamente ticadas! Modelo narrativo, tom e universo da série muito bem apresentados, conflito central e trauma do protagonista introduzidos logo de cara, equilíbrio magistral entre entrega e suspensão de informações pra despertar a curiosidade do espectador… Tudo feito sem recorrer a um monte de explicações desnecessárias e nem comprometer a ação! Teve só um momentinho na cena do não-jantar que achei que houve uma exposição um pouco dispensável, mas ok, entendo que pode ter sido pra situar quem estivesse um pouco confuso.
E que trabalho de direção fantástico do Ben Stiller, hein?! Deu pra sentir bem o quanto cada elemento inserido aqui foi meticulosamente pensado e utilizado com muita criatividade. Fiquei babando com essa fotografia e esse design de produção intrigantes e lindíssimos que me chamaram a atenção logo nas primeiras cenas. Da paleta de cores à trilha sonora, passando pelos planos, enquadramentos, iluminação etc, fica nítido como tudo é muito bem aplicado pra criar essa atmosfera sufocante e repetitiva dentro da empresa e pra passar uma sensação quase constante de solidão e melancolia. Acho que esse piloto conseguiu atingir o seu objetivo: deixar o espectador perturbado (e super curioso)!
E ainda tivemos essa reflexão sobre a dificuldade de se encontrar um equilíbrio entre vida pessoal e profissional que já foi jogada no nosso colo sem dó nem piedade. A metáfora da gangorra foi genial na sua simplicidade, eu amei! Fui completamente hipnotizada, além de um verdadeiro espetáculo visual, isso aqui foi uma aula de roteiro bom. Ainda não entendo muitas coisas e não sei muito bem o que eu tô assistindo, só sei que quero mais!
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