Exibido em: 11-Dez-2024
Ultima edição: Jonathan Ferreira | Editar minissinopse |
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gente, a série é baseada num livro de realismo fantástico, então vai acontecer um monte de doideira sem explicação mesmo, tipo o fantasma na casa deles no começo
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"Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendía havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo."
Cem Anos de Solidão é um daqueles livros que te fazem questionar qualquer tentativa de adaptação, tanto pela complexidade narrativa, de gênero e de tom da história, quanto pela prosa do Gabriel García Márquez, que é uma das coisas mais lindas e cheias de significado que eu já li na vida. Eu normalmente não sou tão apegado à fidelidade total, já vi adaptações que souberam muito bem dar outros contornos. Mas nesse caso aqui, se tratando de um livro tão importante pra literatura e pra América Latina, é bom demais ver uma preocupação em se ater ao material original e um cuidado e carinho em relação à história. Eu já esperava que começasse com o flashforward e com a frase clássica do livro, sobre o pelotão de fuzilamento e o gelo, mas já colocar um pouco do final também me deixou todo arrepiado. Um acerto a narração, que traz doses dessa prosa gostosa do Gabo. Úrsula Iguarán, uma das maiores personagens da literatura, uma fortaleza imensa, já dando mostras disso aqui nesse começo. Ela e o José Arcádio com fogo no rabo no início do casamento haha Mas também, dois grandes gostosos! "Durante a noite, se enredavam e engalfinhavam várias horas com uma ansiosa violência que já parecia um substituto do ato de amor, até que a intuição popular farejou que alguma coisa irregular estava acontecendo, e soltou o rumor de que Úrsula continuava virgem um ano depois de casada porque seu marido era impotente. José Arcádio Buendía foi o último a ficar sabendo daquele rumor. — Veja você, Úrsula, o que o pessoal anda dizendo — disse ele à mulher com muita calma. — Deixe que falem — respondeu ela. — Nós sabemos que não é verdade." "Nem Prudêncio Aguilar foi embora, nem José Arcádio Buendía se atreveu a atirar a lança. Mas não tornou a dormir bem nunca mais. Era atormentado pela imensa desolação com que o morto o havia olhado na chuva, a profunda nostalgia com que recordava os vivos, a ansiedade com que revirava a casa buscando água para molhar sua atadura de cânhamo. 'Deve estar sofrendo muito', dizia a Úrsula. 'Dá para ver que está muito sozinho.' Ela estava tão comovida que na outra vez em que viu o morto destampando as panelas no fogão entendeu o que ele buscava, e desde então pôs potes de água pela casa afora."
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gracias a dios nací en latinoamerica
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Direção impecável....
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Achei lindo demais esse episódio.
É emocionante ver as páginas tomando forma, de uma maneira linda dessas.
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