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Esse final me deixou extremamente irritada com a Nadia, porque realmente foi uma atitude muito idiota deixar a bolsa cheia de moedas de ouro em cima do banco do metrô, mas eu entendi depois que essa foi uma saída fácil para o roteiro. No episódio passado, já ficou claro que objetos do passado não chegam no presente (como o folder que o cara deu para ela quando a Nadia saiu do metrô) nem objetos do presente chegam até o passado (como o celular dela), então era claro que aquela bolsa iria desaparecer em algum momento, porque aquilo pertence ao passado. E a viagem no tempo que essa série traz é uma abordagem diferente, porque a Nadia não volta como Nadia, ela volta incorporando a mãe. Ou seja, são duas pessoas diferentes, então essa viagem no tempo do metrô tem algum esquema próprio para manter a coerência: o que vai para o passado é só a consciência da Nadia e nada mais. Até as roupas e adereços não são vistos pelos outros personagens. Portanto, ela deixar a bolsa no banco e se distrair com o Alan foi apenas para fazer a bolsa sumir sem que ela precisasse estar em contato com a Nadia. Seria estranho sumir enquanto ela segurava, então o roteiro criou ali uma situação para fazê-la soltar.
E a cada episódio que passa eu fico mais convencida de que a Nora não era a louca que sempre pintaram. Era a Nadia sem noção que incorporava a mãe e a manipulava a fazer coisas doidas. E agora ela se comunicou com a mãe, e provavelmente a mãe vai tentar se comunicar de volta. Então, as questões sobre a sanidade mental da família dela vão ser mais esclarecidas nessa temporada. Estou gostando mais da proposta do que da execução, mas vamos lá. Não tá a pior coisa do mundo, mas também não é como se eu estivesse tendo os melhores momentos do dia quando dou o play.
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