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Ver Carrie Coon ser aclamada e aplaudida aqui, mesmo que na ficção, foi catártico pra mim, que nunca superei o fato do trabalho dela em The Leftovers ter sido esnobado pelo Emmy. A cena final da Bertha entrando no camarote e chamando a atenção de todo mundo foi linda demais, a expressão dela sabendo que venceu, a Carrie Coon entregou demais. Acho que funciona bem demais como final, caso não seja renovada. Traz aquele sentimento de "é você que ama o passado e que não vê que o novo sempre vem" do qual falava Elis, ao mesmo tempo em que sabemos que o novo nunca é, de fato, o novo e que nada realmente muda, mesmo quando tudo parece mudar. É o paradoxo da vida. No fim, a rinha é entre ricos e, independente de quem desfrute das honras e da glória, o capitalismo é quem permanece. Mudança pra quem, então? Porém, como final, também deixa um gosto amargo. No caso da Bertha, honra e glória vem às custas da própria filha, que é usada como moeda aqui. Ao mesmo tempo, o que funciona como um final condizente também gera um conflito interessante para os personagens, caso seja renovada. A Bertha tendo que lidar com o sentimento agridoce da vitória comprada com a filha, o provável casamento da Gladys com o Duque, a nova dinâmica entre os van Rhijn agora que a Ada que é a patroa, o aviso que a Agnes dá a Marian sobre sua reputação... Muitas sementes intrigantes plantadas aqui para uma possível terceira temporada.
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