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Essa história em paralelo, da tragédia envolvendo a esposa que matou o marido na comemoração de 50 anos de casamento, citada de forma aparentemente despretensiosa, funciona muito bem como modo de encorajar Elvira a buscar uma saída para a mentira e para aquele ritmo que era condicionada a levar, além de no fundo ir legitimando seus atos. Evidente que ela não mediu todas as consequências e, se está administrando apenas os primeiros sinais delas, ainda nem se deu conta de como isso atingiu a filha mais nova, criança ainda. A situação vai se dramatizando mais ao passo em que ela vai conseguindo respirar, sair pra correr ou mesmo ter declarações (de piedade e culpa, não de amor) no supermercado, logo antes de celebrar tudo isso na sua sonhada jacuzzi. Curiosa pelo desenrolar dessa história e é impressionante como ver uma narrativa assim nos pode chamar a pensar as relações que tecemos a partir de sobrecargas muito parecidas, com nossas mães, por exemplo.
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