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A discussão sobre a insatisfação sexual das mulheres esposas, principalmente depois de tantos anos de casamento, segue necessária e atual (pra não falar em situações de violência e abuso, como o estupro marital, que não é o caso aqui, mas eu espero que a série aborde em algum momento). E é isso, por mais que se coloque sobre as esposas o peso de manterem o interesse sexual no universo do casamento, tanto dela quanto do marido, essa perspectiva de conformação a um modelo que passa a vê-las como desprovidas de desejo ou incapazes de satisfazer seu homem (o que envolve inclusive concepções muito perversas sobre vulgaridade/dignidade), principalmente após a maternidade e a meia-idade, tende a levar os maridos a, como Al, dizer que Peggy poderia ser a miss universo, no sentido de se enquadrar no padrão de beleza, mas ele ainda perderia o interesse. Infelizmente não é algo que foi superado nesses 30 anos, apesar, logicamente, dos avanços que construímos.
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