Exibido em: 24-Ago-2019
Ultima edição: Julio Scheufele | Editar minissinopse |
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Que desserviço essa metanarrativa de que "toda prostituta é a ruína de um herói"!
Mais uma produção midiática reforçando essas noções historicamente sexistas da "mulher como segunda" e que só existe (quando existe) em detrimento do homem e da "mulher como arquétipo da degradação do homem". Se a mulher for limpa, pura e obviamente virgem e bela, ela é alvo, é conquista: merece que o herói da fantasia, o bom moço valente, altruísta e de moral inalienável, supere a si próprio e vença as intempéries em suas aventuras na masmorra para poder alcançá-la, pegá-la (como já diz o nome do anime), possuí-la. Se a mulher é prostituta, ou seja, maculada, ela é automaticamente suja, como a Haruhime se qualificou. É pior do que "A mulher como tentação" do monomito, ela é a tipificação da desgraça. E vai causar dor ao herói em sua tentativa de resgatá-la. Porque, bem, ela precisa ser recuperada. Vejam que mesmo partindo da Mikoto a ideia de salvar a antiga amiga, o Bell já está envolvido e certamente será ele o responsável pela alforria da personagem. Os últimos dois episódios ainda explicitaram outra deturpação da subjetividade feminina: as mulheres do episódio não podem simplesmente ser sexualmente ativas, não podem simplesmente gostar de foder. A potência erótica da mulher é na verdade artifício de manipulação e controle e sua performance serve somente para esgotar os seus parceiros, consumi-los e terminá-los. --
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Agora eu entendi o porque da Renard ser importante, ele aumenta o nível das pessoas, duvido que a Ishtar abra mão dela, e o Bell mais uma vez se fodendo kk
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