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Eu amo e defendo esse programa!!
Acho que falta uma epistemologia própria que estude esse fenômeno social de distorção de conceitos. O giro decolonial precisa agregar e rediscutir aquilo que conceituamos, a maneira que significamos esses termos, afinal, independente de como a matriz histórica nos apresente o que é o liberalismo, aqui ele ganhou um formato próprio que faz sentido para quem prega (e não é um mérito a ser discutido se faz sentido ou não nos termos americanos, pelo menos no Brasil, faz sentido pra uma grande massa que defende).
Isso é só um dos vários reflexos a respeito de quão dependentes somos da ciência/terminologia do colonizador - nos apropriamos dos termos, sem, de fato, significá-los. Dessa forma, a própria conjuntura social se encarrega dessa ressignificação - que obviamente vai destoar de seu sentido inicial.
(Claro que existe um mal caratismo aí, como se apropriar só das partes que são convenientes da doutrina liberal, mas isso também é outro reflexo dos processos históricos de reconhecimento e reconceituação)
Foi um dos episódios mais legais dessa temporada e casou bastante com minhas ultimas leituras de Frantz Fanon < 3
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