Exibido em: 11-Dez-2024
Ultima edição: Jonathan Ferreira | Editar minissinopse |
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Que episódio espetacular! Esse final me deixou agoniado demais, tava esperando o confronto, mas não imaginei que seria esse nível de produção.
A Úrsula é gradona demais, de longe a maior personagem dessa história e uma das maiores da literatura como um todo. Tão aqui as passagens adaptadas nesse episódio que provam o quanto ela é grandona: - "Quando Úrsula irrompeu no pátio do quartel, depois de ter atravessado o povoado inteiro clamando de vergonha e brandindo de raiva um rebenque coberto de alcatrão, o próprio Arcádio se dispunha a dar a ordem de fogo ao pelotão de fuzilamento. — Se atreve, bastardo! — gritou Úrsula. Antes que Arcádio tivesse tempo de reagir, ela soltou a primeira chibatada. “Se atreve só, assassino!”, gritava. “E me mate também, filho da mãe. Porque aí não terei olhos para chorar a vergonha de ter criado um monstro.” Açoitando Arcádio sem misericórdia, perseguiu-o até o fundo do pátio, onde ele se enrolou feito um caracol. Dom Apolinar Moscote estava inconsciente, amarrado no poste onde antes estava o espantalho despedaçado pelos tiros do treinamento. Os rapazes do pelotão se dispersaram, com medo de que Úrsula acabasse se desafogando neles. Mas ela nem os olhou. Deixou Arcádio com o uniforme em frangalhos, bramindo de dor e de raiva, e desamarrou dom Apolinar Moscote para levá-lo à sua casa. Antes de abandonar o quartel, soltou os presos dos grilhões. A partir daquele momento, foi ela quem mandou no povoado. Restabeleceu a missa dominical, suspendeu o uso das braçadeiras vermelhas e desqualificou os decretos iracundos. Mas, apesar de sua fortaleza imensa, continuou chorando a desdita de seu destino." - "Diante da iminência da derrota, algumas mulheres saíram às ruas armadas com pedaços de pau e facas de cozinha. Naquela confusão, Arcádio encontrou Amaranta, que andava procurando por ele feito louca, de camisola de dormir, com duas velhas pistolas de José Arcádio Buendía. Ele deu seu fuzil a um oficial que havia sido desarmado na refrega, e fugiu com Amaranta por uma rua vizinha para levá-la para casa. Úrsula estava na porta, esperando, indiferente aos tiros que haviam aberto um rombo na fachada da casa vizinha. A chuva cedia mas as ruas estavam resvaladiças e pastosas feito sabão derretido, e era preciso adivinhar as distâncias na escuridão. Arcádio deixou Amaranta com Úrsula e tratou de enfrentar dois soldados que soltaram uma rajada cega da esquina. As velhas pistolas guardadas durante muitos anos num guarda-roupas não funcionaram. Protegendo Arcádio com o próprio corpo, Úrsula tentou arrastá-lo para dentro de casa."
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Acho incrível como acontece TANTO em casa episódio e tudo é trabalhado com detalhe, com tempo, com esmero, respeitando a obre original e passando a beleza e o medo e o encanto e o horror que eram esperados.
Não sabia, mas fico contente em ver que o livro todo não será adaptado em uma só temporada. Contente por ver a bebê Remédios e ansioso pelas visagens que ela trará para os Buendía. E um salve a Santa Sofia de la Piedad. Tão pequena e insignificante, mas ocupa um espaço tão grande no meu coração quanto Úrsula.
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Acho tão triste essa morte do Pietro, porque o coitado só queria alguém que o amasse e o respeitasse de volta, Amaranta é um poço de ódio e infelicidade do começo ao fim. Essa partida do Arcádio também me é triste porque é aquela história do oprimido/opressor, ele nunca teve reconhecimento durante sua vida e quando consegue um tico de poder, transforma-se em um ditador, triste pela Santa Sofia, mas feliz porque é uma personagem que agiganta a trama em seu silêncio e profunda paciência. Fico tão tristinha quando Úrsula quer falar coisas más ao pobrezinho do José Arcádio, ele é um bebê agora tadinho, fico de coração partido. O fardo da Úrsula não acaba e só aumenta, que personagem forte, adaptável, resiliente, amo tanto ela, a tenho como uma mãe kkkk
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Amaranta odiosa.
Os horrores da guerra. Arcádio era um projeto de ditador sem noção ou senso do ridículo, mas tenho pena, por ter nascido e morrido sem saber quem eram os pais.
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Acárdio sofreu foi é pouco, que homem insignificante, esdrúxulo, Gabriel García quis nos mostrar que toda forma de politica/poder hora ou outra se tornará autoritária.
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