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Que minissérie estupenda, hein?
Um elenco irrepreensível e um roteiro sempre afiado fizeram dessa experiência igualmente prazerosa e alarmante. Não tenho palavras para definir a máxima do trabalho de Cate Blanchett aqui, sempre perfeita na forma como concebe sua Phyllis, nunca permitindo uma caricatura - mesmo a própria soasse na vida real. O elenco coadjuvante é um estrondo, destaco Rose Byrne e Sarah Paulson, mas Margo Martindale, Uzo Aduba, Tracey Ullman e tantas outras estiveram em estado de graça.
Enquanto discurso e a abordagem do roteiro, fica claro que nunca houve uma era fácil pra ser progressista, nunca haverá. Lutar por um mundo melhor é buscar a igualdade e precisamos aceitar que muitos de nós não queremos isso. Alguns, como Phyllis, buscam para si sem pensar no todo, e isso é mais triste ainda por partir de um ''igual''. Em ''Mrs. America'' tudo isso foi trabalhado pelos diversos pontos das mulheres, sejam elas novas, velhas, brancas, negras, heteros ou gays, em nove capítulos vimos todo um campo sendo coberto e a cada nova frase de esperança tinha algo que precisávamos engolir a seco. Muito daquilo realmente aconteceu, e acontece e sempre acontecerá.
Que a força da arte de ''Mrs. America'' seja um reflexo para todos nós, lá ou aqui. Esse ano o US vota e mais um republicano deve ficar no poder e são mais anos de retroceder. Isso não pode acontecer. É difícil, mas como diz Gloria em seu discurso final ''não podemos retroceder'', e não vamos, jamais.
Obrigado por tudo, Mrs. America!
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